Airbnb pode abrir frente adicional de negócios para imobiliárias

em Portas / Análise & Opinião, 1º/agosto

A reportagem “Copacabana concentra maior densidade de aluguel por temporada do mundo; Rio tem mais de 48 mil anúncios”, publicada nesta semana pelo G1, chama atenção para a força que o aluguel por temporada alcançou no Brasil.

O dado impressiona, mas talvez o aspecto mais relevante para o mercado imobiliário esteja menos no número de anúncios e mais na pergunta que ele desperta: será que esse crescimento pode criar uma nova oportunidade de negócios para as imobiliárias?

Até aqui, grande parte do setor enxergou plataformas como o Airbnb como concorrentes da locação tradicional. Mas, à medida que esse mercado amadurece, talvez faça mais sentido observá-lo por outra perspectiva.

Afinal, por trás de cada imóvel anunciado existe um proprietário que precisa administrar reservas, organizar limpeza, manutenção, atendimento aos hóspedes e toda a operação do imóvel. Trata-se de uma atividade que vem sendo realizada, em muitos casos, por pequenos operadores locais, empresas familiares ou até zeladores que estão se dedicando a este tipo de gestão.

Esse cenário abre uma reflexão interessante. Será que parte dessa operação não pode, no futuro, ser incorporada também pelas imobiliárias?

A hipótese faz sentido porque essas empresas já possuem competências importantes em administração patrimonial, relacionamento com proprietários, processos operacionais e gestão imobiliária. Em vez de disputar espaço com as plataformas digitais, poderiam ampliar seu portfólio de serviços e acompanhar um movimento que parece ganhar escala.

Algumas imobiliárias já começaram a testar esse caminho. O objetivo não é substituir a locação tradicional, mas oferecer ao investidor diferentes alternativas de exploração do seu patrimônio.


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