O Centro de São Paulo foi a região da capital com maior valorização imobiliária percentual nos últimos cinco anos. Segundo dados da Dataland, startup brasileira de inteligência de dados, em reportagem da Forbes, o preço mediano do metro quadrado privativo na região acumula alta de 67,4% desde o segundo trimestre de 2021.
Em valores nominais, o metro quadrado no Centro saiu de R$ 10 mil no segundo trimestre de 2021 para R$ 16,8 mil no segundo trimestre de 2026, considerando dados até a primeira semana de junho. A Zona Leste aparece como a segunda região que mais se valorizou, com alta de 48,4%, de R$ 6,4 mil para R$ 9,5 mil por metro quadrado.
A Zona Oeste tem o maior preço absoluto do metro quadrado, R$ 18,8 mil no segundo trimestre deste ano, mas acumula a menor valorização no mesmo período, 31%.
Retrofits ajudam a reprecificar terrenos
A requalificação de edifícios antigos é um dos motores da alta no Centro. Audrey Ponzoni, diretor de inteligência comercial da Lello Condomínios, afirma à Forbes que o retrofit enfrentou ceticismo no início, mas a conversão de imóveis comerciais em residenciais acelerou vendas e voltou a pressionar o valor dos terrenos.
Dados internos da Lello indicam que 70% dos interessados nesses imóveis são de classe média. Praticamente metade morava no Centro ou já havia morado na região, enquanto o restante vinha de áreas próximas.
Segurança e infraestrutura reforçam a demanda
A valorização também se apoia em infraestrutura consolidada, com metrô, ônibus, serviços e restaurantes. Outro fator é a melhora nos indicadores de segurança pública. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a região central registrou em 2025 o menor número de roubos desde 2001.