O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo manteve a recuperação no segundo trimestre de 2026. Segundo a consultoria JLL, a taxa de vacância caiu para 13,1%, abaixo dos 14,7% registrados no fim de 2025 e bem distante dos 20,2% observados em 2020.
A absorção líquida, indicador que soma novas locações e desconta áreas devolvidas, foi de 62,8 mil m² no trimestre. Com isso, o primeiro semestre terminou com 153 mil m² absorvidos, em linha com o ritmo de 2025, noticia o Valor.
Grandes torres chegam em momento favorável
A melhora dos indicadores ocorre às vésperas da entrada de novos empreendimentos de grande porte. O Alto das Nações, prédio mais alto de São Paulo, recebeu no fim de junho o Habite-se para sua área corporativa de 99 mil m². A demanda, segundo a RealtyCorp, inclui consultas de empresas em busca de 2 mil m² a 50 mil m².
O preço médio pedido no Alto das Nações varia de R$ 120 a R$ 150 por m² ao mês, conforme o andar. O valor é cerca do dobro da média de R$ 63 apurada pela JLL na Chácara Santo Antônio, região onde o empreendimento está localizado.
Itaú avalia opções para área de 50 mil m²
O Itaú avalia locar andares no Alto das Nações, mas ainda considera uma das torres do Esther Towers, empreendimento da Eztec a cerca de um quilômetro dali. Segundo Christofer Mariano, da RealtyCorp, o banco busca aproximadamente 50 mil m².
Escassez deve continuar em regiões disputadas
A CBRE aponta que o número de empresas com mais de 20 mil m² de área corporativa cresceu 64% entre 2010 e 2025. No mesmo período, o tamanho médio dos prédios de escritório em São Paulo caiu de 11,5 mil m² para 9,5 mil m², reflexo de mudanças no Plano Diretor.
A pressão por espaço também aparece em regiões como Rebouças, onde a JLL indica ausência de vacância. Segundo Yara Matsuyama, da consultoria, a região só deve voltar a receber novo estoque a partir de 2028. No Brasil, a vacância média do setor é de 17,4%, segundo a CBRE, que monitora 23 cidades.