Benx cita falta de mão de obra e reforça aposta no altíssimo padrão em São Paulo

em Portas, 23/março

Construtora diz que escassez de trabalhadores afeta obras e lançamentos e concentra estratégia em imóveis de até R$ 180 milhões no Itaim.

O CEO da Benx Incorporadora, Luciano Amaral, afirmou, em entrevista à Folha, que a falta de mão de obra na construção civil tem afetado prazos de obras e lançamentos. A escassez, segundo o executivo, pressiona os custos do setor, que pode sofrer nova alta caso seja aprovado o fim da escala 6×1.

A estratégia da empresa é focar nos projetos de altíssimo padrão, que são menos afetados pelos juros altos e têm menos concorrência que as faixas populares impulsionadas pelo Minha Casa Minha Vida.

Mão de obra na construção civil

Amaral resumiu o diagnóstico sobre a mão de obra do setor em uma frase direta: “O filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro, o filho do mestre não quer mais ser mestre”. Segundo ele, a empresa enviou uma equipe de dez pessoas à China para buscar tecnologias que possam substituir parte do trabalho manual.

O CEO da Benx disse que o problema se agravou com o boom imobiliário. “Não formamos profissionais e aumentamos a produção”, afirmou. Ele também relacionou a escassez à mudança no perfil dos trabalhadores e à busca por ocupações com menor esforço físico.


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