Os imóveis residenciais entre 30 m² e 65 m² foram os que mais valorizaram no Rio de Janeiro nos cinco primeiros meses de 2026. Segundo levantamento da Loft publicado por O Dia, essa faixa registrou alta média de 13,3% em relação ao mesmo período de 2025, acima da média geral da cidade, de 10,8%. A análise considerou 183 mil anúncios residenciais ativos nas principais plataformas digitais, tratados para remoção de duplicidades e inconsistências.
Tíquete menor abre espaço para crescimento maior
A leitura da Loft é que bairros e segmentos com tíquete médio menor tendem a ter mais espaço para altas percentuais. Na faixa de 30 m² a 65 m², o tíquete médio ficou em R$ 332,8 mil em 2026. Entre os recortes analisados, a valorização superou a dos imóveis de 100 m² a 125 m², que subiram 11,2%, dos acima de 125 m², com alta de 10,8%, e dos imóveis de 65 m² a 100 m², que avançaram 9,8%.
Compactos cresceram menos, mas Zona Sul teve destaques
Os imóveis de até 30 m² registraram a menor valorização média, de 7,2%, com tíquete médio de R$ 272,7 mil. Mesmo assim, os compactos com maiores altas se concentraram na Zona Sul. Humaitá liderou, com avanço de 40,5% e tíquete de R$ 454,4 mil, seguido por Leme, com alta de 31% e tíquete de R$ 636,2 mil. Laranjeiras, Jacarepaguá, Leblon, Santa Teresa, Copacabana e Catete também apareceram entre os destaques.
Subúrbio e Zona Oeste aparecem nos imóveis grandes
Nos imóveis acima de 125 m², as maiores altas ocorreram em bairros suburbanos e da Zona Oeste, onde os preços partem de bases menores e novos empreendimentos podem deslocar médias. Jardim América avançou 73,5%, São Francisco Xavier subiu 63,5%, Estácio teve alta de 44,5% e Realengo cresceu 41,8%. Vargem Grande chamou atenção pelo volume, com 306 anúncios, tíquete médio de R$ 1,3 milhão e valorização de 37,7%.
Dados reforçam demanda por espaço acessível
O resultado sugere uma combinação entre busca por mais espaço e restrição de orçamento. Fora dos eixos mais caros, imóveis de metragem intermediária conseguem atender famílias que precisam de área útil maior sem migrar para tíquetes de alto padrão.
Para incorporadores e imobiliárias, o recorte de tamanho ajuda a calibrar produto, comunicação e precificação por bairro, especialmente em regiões com infraestrutura de transporte e serviços já consolidada.