O Conselho Curador do FGTS aprovou a ampliação dos limites de renda e dos valores dos imóveis financiados pelo programa habitacional do governo federal, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As novas regras, que ainda dependem de publicação oficial, devem ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda.
Com as mudanças, o programa passa a contemplar imóveis de até R$ 600 mil e famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, ampliando significativamente o alcance da política pública.
Novos limites de renda ampliam acesso
As faixas de renda foram reajustadas, permitindo que mais brasileiros se enquadrem no programa. A Faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200, enquanto a Faixa 2 sobe para R$ 5 mil.
Já a Faixa 3 terá limite de até R$ 9.600, e a Faixa 4, que contempla rendas mais altas, chega a R$ 13 mil mensais. Na prática, a medida amplia o público beneficiado e permite maior inclusão no financiamento habitacional.
Teto dos imóveis também sobe
Outra mudança relevante está no valor máximo dos imóveis financiados. Na Faixa 3, o limite sobe de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na Faixa 4, o teto passa de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
A ampliação possibilita que famílias tenham acesso a imóveis maiores ou melhor localizados, além de ampliar as opções no mercado imobiliário.
Juros menores seguem como atrativo
O Minha Casa, Minha Vida continua oferecendo condições diferenciadas de financiamento, com taxas de juros que variam entre 4% e 10% ao ano, de acordo com a renda familiar.
O programa se mantém como alternativa mais acessível frente ao crédito imobiliário tradicional, que atualmente gira em torno de 12% ao ano, influenciado pela alta da taxa básica de juros.
Criado em 2009 e relançado recentemente pelo governo federal, o MCMV é uma das principais políticas públicas voltadas à redução do déficit habitacional no país.
Além das mudanças no programa, o Conselho também aprovou a retomada do FGTS-Saúde e a ampliação de investimentos em mobilidade urbana por meio do Pró-Transporte.